Sunday, January 24, 2010

Turbilhão

Simplemente acontece...um turbilhão de pensamentos que tenta moer a minha existência. Nem pede autorização. Entra e tenta fazer aquilo que sabe fazer melhor: desmoronar o que foi construído, sentido, experienciado e estabilizado. Não tem piedade e quer-me mostrar que falhar é uma possibilidade que me vai sempre acompanhar. Não quero sentir simpatia por este turbilhão, nem quero deixá-lo comigo durante muito tempo. Só quero que este saia. Desaparece e deixa a minha vida. Larga-me para que eu possa volta àquilo que me faz continuar. Depois da rebeldia destes pensamentos ter passado por mim vejo que fui eu que abri a porta. Só eu é que posso fazer isto, só eu é que permiti isto.
Fechei a porta e apercebi-me que foi apenas uma passagem.

Saturday, January 23, 2010

Escolhe tu o título... eu bem sei qual é a dança;)

Estou misturada no meio do heterogéneo. Sei identificar algo forte e homogéneo...
Mudam as cores, mudam os cheiros mas a vontade de sentir algo é igual.
A intensidade pode variar mas todos os perfumes, danças e suores presentes pedem contacto, carinho e um suave deslize pela pista de dança. O calor sentido dentro da discoteca é humano. A necessidade de perceber este calor passa pela mente de muitos dos que estão presentes. Uns estão a dançar, outros meramente a observar ou até mesmo a vibrar sozinhos com a sensual batida da música. Os que dançam conduzem e são conduzidos, aproximam-se um do outro e sentem duas energias a formarem uma química, uma cumplicidade que os leva a uma segurança aconchegante até ao final da música. Os passos são variados e as músicas também. O que importa é deixar-me envolver e que o ritmo se encontre connosco.